PRIDE SECURITY INTEL 0x0A
Semana pesada
O jscrambler foi sequestrado no npm e passou a distribuir infostealer em Rust para Windows, macOS e Linux. O ServiceNow apanhou em dose dupla, com RCE pré-autenticação via sandbox escape e uma nova primitiva por GlideRecord. O Secure Boot da Microsoft ficou contornável por 13 dos 14 anos de existência. E ainda tem OAuth do Google virando account takeover universal, Cursor vulnerável (again), 78 produtos de AI vazando dados entre tenants e CFP do HackBahia aberto até dia 31/07/2026!
Vulnerabilidades e Exploits
Google OAuth: Account Takeover Universal via Hijacking de Device Code Flow
Por weirdmachine64
Duas falhas encadeadas na implementação Google do Device Authorization Grant (RFC 8628). O fluxo usado por TVs, consoles e CLIs sem browser próprio. Tudo começou configurando o app YouTube em um PS5. Bug 1: a sessão que ancora um sign-in via device-code é totalmente transferível, ou seja, copiar a URL de sign-in para outro browser funciona perfeitamente como se estivesse sido chamado do dispositivo original. Bug 2: o authorization server não vincula client_id e scope ao device_code server-side, permitindo substituição de ambos na URL após a emissão.
Combinados com o parâmetro prompt=none, qualquer link aberto por uma vítima que já usou "Sign in with Google" silenciosamente entrega um access token para um client Google-registered arbitrário, sem clique, sem tela de consentimento, sem prompt de 2FA, quase sem rastro na atividade da conta. Afetava virtualmente qualquer site com "Sign in with Google". Reportado ao Google VRP em 25/fev/2026, inicialmente fechado duas vezes como "won't fix" (engenharia social), reaberto após PoC one-click, corrigido em 28/mar, recompensa de $13.337.
Figura: Terminal demonstrando acesso IMAP XOAUTH2 não autorizado obtido via hijacking do Device Code Flow.
🔴 ServiceNow: RCE Pré-Autenticação Total via Sandbox Escape em Campo javascript:
Por palk.sh / Searchlight Cyber
Severidade CRÍTICA. Pesquisador independente (palk.sh) descobriu em dezembro/2025 uma vulnerabilidade de execução remota de código sem autenticação que afetava todas as instâncias ServiceNow. O vetor: campos pré-autenticação, como o input de username na página de forgotten password. Quando recebem uma string iniciada por javascript:, tratam o input como valor dinâmico, carregando-o em sandbox JavaScript server-side. O exploit encadeia um sandbox escape abusando de primitivos internos como DiscoveryFunctions, GlideEvaluator e AbstractAjaxProcessor, com download de payload secundário que cria scheduled job executando como SYSTEM. Resultado: exfiltração de todas as credenciais de terceiros (GitHub, Workday, Confluence) armazenadas na instância e da StandardCredentialsProvider.
Pesquisadores da Searchlight Cyber encontraram primitivos adicionais de sandbox escape que não podiam ser mitigados pela estratégia padrão do ServiceNow, forçando o desenvolvimento do recurso Guarded Script. Leia mais no artigo abaixo.
Figura: Demonstração de exploit — payload não autenticado injetado via POST HTTP resulta em exfiltração de credenciais dummy.
Smashing the ServiceNow Sandbox: pre-auth RCE via GlideRecord
Por Adam Kues (Searchlight Cyber)
Segundo capítulo da saga ServiceNow. O time da Searchlight (advisory da AssetNote de 01/abr) encontrou uma nova primitiva de sandbox escape que não pode ser mitigada pela mesma estratégia que a ServiceNow vinha usando e uma técnica de overwrite de propriedades que permite bypass dos patches anteriores. A superfície é GlideRecord.addQuery alimentada com input não autenticado em vários endpoints. Só foi encerrada com o release do Guarded Script.
CVE-2026-58629: Double-Free em dxgkrnl Permite LPE (Windows) via Rollback de CreateAllocation
Por gengstah
O July 2026 Patch Tuesday trouxe um bug fora dos suspeitos de sempre: o handler de erro de DxgkCreateAllocationInternal relê o handle da alocação da memória do usuário e libera o que ele apontar. Se o caller define a página do struct de saída para não gravável (RO) entre a captura de entrada e o write-back de hResource/hGlobalShare/NumAllocations, o RtlCopyVolatileMemory gera uma fault dentro do SEH, o status vira 0xC000000D, mas a flag "allocation was created" permanece setada, entrando na trilha de rollback via unwind metadata (invisível no CFG linear do decompiler).
Duas primitivas nascem daí: apontar o segundo read para um objeto diferente do processo → free de objeto alheio; ou vencer o timing de dois reads consecutivos → double-free no mesmo objeto. Ambas partem de processos não privilegiados em qualquer sessão gráfica via a API D3DKMT padrão (via gdi32full.dll e syscalls NtGdiDdDDI).
Secure Boot da Microsoft Esteve Contornável por 13 dos 14 Anos de Existência
Por ESET / Martin Smolár
Pesquisadores da ESET identificaram 11 firmware images (shims), pelo menos uma de 2013 que eram sabidamente defeituosas, mas permaneceram assinadas pela Microsoft. Shims são bootloaders intermediários inventados para estender o Secure Boot a dispositivos Linux e utilitários. Esses shims antigos e esquecidos podem contornar completamente o Secure Boot embutido no UEFI da placa-mãe.
A Microsoft, responsável pela assinatura de shims, nunca revogou as imagens publicamente disponíveis após a descoberta de vulnerabilidades nelas. A ameaça afeta usuários Windows e Linux igualmente, pois o shim pode ser instalado em dispositivos rodando ambos os SOs. A partir daí, um atacante pode subverter a cadeia de firmware assinado digitalmente e instalar firmware malicioso que carrega cedo no boot e persiste após reinstalação do SO ou troca de disco. Segundo Smolár, nenhuma vulnerabilidade nova é necessária (óbvio!rs) basta uma cópia de um shim antigo ainda confiável, mas não revogado.
O Secure Boot foi introduzido em 2012 para conter bootkits como LoJax (2018), MosaicRegressor (2020), CosmicStrand (2022) e BlackLotus (2023), entre outros in-the-wild como ESpecter, FinSpy e MoonBounce.
Shark robot vacuum: RCE em todo device conectado à Internet
Por tokay0
Vulnerabilidade crítica afeta todos os aspiradores Shark conectados à internet. O pesquisador acessou shell root via UART (boot U-Boot interrompido com Ctrl-C, bootargs com init=/bin/sh) e extraiu o certificado TLS usado para comunicação com AWS IoT. A descoberta central: a policy AWS IoT associada ao certificado não é definida por dispositivo. Com um único certificado extraído de qualquer Shark, é possível subscrever ao tópico wildcard $aws/things/# e operar qualquer aspirador na mesma região AWS.
O impacto inclui: acesso à câmera, controle de movimentação, leitura do mapa da casa e extração de credenciais Wi-Fi em plaintext. O campo Exec_Command no AWS device shadow permite execução arbitrária, o daemon appd passa qualquer comando com menos de 1.000 bytes diretamente ao popen. O pesquisador verificou ao menos 673.000 dispositivos vulneráveis apenas em sua região AWS. Não há corrupção de memória, escalação de privilégio ou senha para adivinhar, apenas uma policy AWS IoT mal configurada. Já analisou como é a segurança do seu robô de limpeza em casa? BTW, a SharkNinja, notificada em março de 2026, minimizou a severidade e questionou se "um CVE é apropriado".
Cursor IDE: Execução Automática de Binários Maliciosos ao Abrir Repositório
Por Mindgard / Peter Garraghan
A firma de AI security Mindgard revelou que o Cursor AI no Windows executa automaticamente qualquer arquivo chamado git.exe presente no root de um projeto aberto, sem clique, sem diálogo de aprovação, sem aviso. Enquanto o projeto permanecer aberto, o Cursor continua reexecutando o binário. Não requer prompt injection, agente, modelo no loop ou acesso prévio à máquina: abrir a pasta é o exploit inteiro, e o resultado é a execução de código arbitrário como o usuário logado.
O Cursor verifica vários locais em busca de um binário Git ao carregar um projeto, e um deles é o próprio workspace. A saída do Process Monitor no writeup mostra o Cursor.exe executando o binário do repo-root com a command line git rev-parse --show-toplevel. Segundo o fundador da Mindgard, Peter Garraghan, é mais provável que o Cursor passe um git não qualificado ao CreateProcess, fazendo o Windows buscar no diretório de trabalho. O VS Code não faz isso, ou seja, o Cursor introduziu o padrão após o fork.
A vulnerabilidade foi reportada em 15 de dezembro de 2025, o writeup técnico foi publicado sete meses depois. O interessante de relembrar sobre essa vulnerabilidade é que ainda não há patch nem advisory do Cursor. O PoC da Mindgard usou o Windows Calculator renomeado para git.exe, resultando em janelas que se acumulavam sozinhas enquanto o projeto ficava aberto.
Cursor IDE: Exploit de 2 Cliques Instala MCP Servers Maliciosos via Deeplinks
Por Adversa AI (via Dark Reading)
Um dia após a divulgação do bug do git.exe pela Mindgard, pesquisadores da Adversa AI descobriram duas vulnerabilidades adicionais no Cursor AI que se combinam para permitir a instalação de MCP servers maliciosos no ambiente do desenvolvedor em apenas dois cliques. O ataque utiliza um deeplink que aciona um protocol handler para instalar um novo MCP server, disfarçado em um pacote menos suspeito para torná-lo mais "clicável".
Uma vez instalado, o MCP server executa comandos com os mesmos privilégios do usuário que o instalou, sem sandboxing. Na prática, funciona como backdoor com capacidade de roubar código-fonte, secrets e infectar o empregador do desenvolvedor. Segundo o site do Cursor, o programa é usado por mais de 50.000 empresas, incluindo 64% da Fortune 500, ampliando substancialmente o impacto potencial da falha. Tio Elon dando aula de como lidar com segurança da informação #sqn!
LegacyHive: zero-day em ProfSvc carrega hive de outro usuário — horas depois do Patch Tuesday
Por Nightmare-Eclipse (via core-jmp)
Nightmare-Eclipse publicou o PoC LegacyHive em 14/jul, poucas horas após o Patch Tuesday. É um LPE no User Profile Service (ProfSvc): um usuário padrão engana o serviço SYSTEM para carregar o hive de registro de outro usuário, incluindo administradores dentro do Classes Root do atacante. Combina três fraquezas clássicas: valor de registro gravável pelo atacante que controla onde o ProfSvc procura o hive, symbolic links do Object Manager para redirecionar o lookup, e um oplock para vencer o TOCTOU.
O PoC público monta deliberadamente o UsrClass.dat do alvo sob o Classes Root do próprio atacante, provando a primitiva. Segundo o autor, a versão original não lançada não precisava de credenciais extras e permitia qualquer hive. Funciona em todas as versões desktop/server do Windows atualmente suportadas com o update de julho/2026. Sem CVE atribuído até o momento da publicação.
Figura: PoC do LegacyHive carregando o hive UsrClass.dat de outro usuário sob o Classes Root do atacante. Fonte: LegacyHive (Nightmare-Eclipse).
Fontes:
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https://weirdmachine64.github.io/research/google-oauth-device-code-hijacking.html
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https://palk.sh/unauthenticated-arbitrary-code-execution-in-servicenow/
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https://slcyber.io/research-center/smashing-the-servicenow-sandbox-pre-authentication-rce/
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https://gengstah.github.io/posts/2026/07/cve-2026-58629-dxgkrnl/
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https://www.welivesecurity.com/en/eset-research/forgotten-uefi-shims-undermining-secure-boot/
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https://tokay0.com/posts/millions-of-shark-vacuums-vulnerable-to-rce.html
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https://mindgard.ai/blog/cursor-0day-when-full-disclosure-becomes-the-only-protection-left
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https://www.darkreading.com/application-security/2-click-cursor-exploit-dev-environment-takeover
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https://core-jmp.org/2026/07/legacyhive-windows-user-profile-service-hive-load-eop/
Evasão e Red Team
CET-Compliant Callstack Spoofing via Thread Pool Enum Callback Trampolining
Por Tiziano Marra (via core-jmp)
Marra combina três primitivas já conhecidas em um arranjo novo com foco no elefante branco na sala: compliance total com Intel CET. Thread pool para uma base de stack limpa, enum callback trampolining para gerar frames legítimos no meio da stack, e indirect syscall para o return address do topo. No NtProtectVirtualMemory, cada frame aponta para um módulo assinado do Windows, não há frame sintético.
A contribuição real é a reconciliação com o shadow stack via RDSSPQ/INCSSPQ, combinada com um context switch baseado em jmp em vez de tentar reescrever unwind metadata. PoC em Rust com /CETCOMPAT, /guard:ehcont e CFG, compilando em toolchains modernas.
Figura: Captura de tela de um PoC funcional demonstrando técnica de spoofing de callstack compatível com CET, mostrando modificação de proteção de memória de PAGE_EXECUTE_WRITECOPY e bypass de DEP/CFG.
Bind Link Abuse: Três Técnicas Para Cegar EDRs Usando Recurso Nativo do Windows
Por Bitdefender Labs
Pesquisadores da Bitdefender Labs documentaram e nomearam três técnicas que abusam de bind links, recurso de virtualização de filesystem implementado pelo bindflt.sys (Bind Filter minifilter driver) e usado legitimamente por Store apps, Windows Sandbox e containers para cegar sensores EDR e contornar defesas nativas do Windows como AMSI e AppLocker. Bind links redirecionam um path local para outro sem modificar o arquivo original nem deixar artefato persistente no filesystem.
File-Binding: apontado para uma DLL, um processo carrega o arquivo do atacante a partir de um path confiável. Process-Binding: apontado para um executável, o SO reporta um image path enquanto o código executa a partir de outro arquivo. Silo-Binding: definido um Windows silo, cria uma visão de filesystem dentro do silo diferente da visão externa, um processo dentro do silo executa código controlado pelo atacante enquanto ferramentas fora do silo reabrem os mesmos paths e veem arquivos limpos.
Figura: tabela comparativa entre Symbolic links e Bind links no Windows — bind links são em memória, invisíveis ao filesystem e não requerem SeCreateSymbolicLinkPrivilege.
Cada técnica constrói sobre a anterior, quebrando premissas fundamentais de segurança baseadas em path: telemetria hash-based, scanners assíncronos, regras de firewall path-based, injeção de DLL de produtos de segurança e carregamento de amsi.dll pelo PowerShell a partir de System32. A Microsoft avaliou a severidade como baixa por requerer acesso admin. A Microsoft classificou como severidade baixa (requer admin); a Bitdefender argumenta o mesmo raciocínio de BYOVD: admin ≠ game over.
khaos-c2: Framework Pós-Exploração em C com Indirect Syscalls e 5 Canais Covert
Por 28Zaaky (Intel Brief)
Novo framework C2 pós-exploração com agente implementado em C usando indirect syscalls, ntdll unhooking e patch de ETW/AMSI via hardware breakpoints. Oferece cinco canais covert distintos para comunicação com o operador: Microsoft Teams, GitHub Gist, DNS-over-HTTPS (DoH), HTTPS genérico e SMB named pipes. O design multi-canal permite ao operador selecionar o vetor de comunicação mais adequado ao perfil de rede e às políticas de egress do ambiente-alvo, com fallback entre canais quando necessário.
ADPathFinder: Mapeamento Unificado de Attack Paths em BloodHound CE com OpenGraph
Por Jon O'Reilly (NetSPI)
A NetSPI lançou o ADPathFinder, ferramenta que mapeia caminhos de escalação de privilégios unificando dados de AD, ADCS, MSSQL e SCCM no BloodHound CE. O diferencial: junta dados de SharpHound com collectors OpenGraph como MSSQLHound e ConfigManBearPig, fazendo paths cross-dataset aparecerem como um único achado em vez de leads separados que o operador precisa conectar manualmente.
Também executa auditorias de senha com contexto BloodHound para contas habilitadas, correlacionando resultados de NTDS/hashcat crackeados com group membership, roastability, delegation e risco de conta. No exemplo do artigo, partindo de um usuário AD J.REPORTER, a ferramenta começa com MSSQL_HasLogin até o login SQL j.reporter, impersona ReportSvc e alcança o linked server sccmdb.training.local, com contexto SCCM fornecido pelo ConfigManBearPig.
Figura: Relatório de análise do ADPathFinder identificando attack paths em AD com contexto MSSQL e SCCM via BloodHound CE.
There and Back Again: NTLM Relaying via Egresso de Rede para Escalação Local
Por Logan Goins (SpecterOps)
A SpecterOps documenta a técnica "There and Back Again", relay de autenticação NTLM via saída (egress) de rede para escalação de privilégios, usada regularmente em assessments da equipe. O cenário: quando a escalação local via C2 é inviável ou regras de firewall bloqueiam relays WebDAV para LDAP, o operador realiza coerção de autenticação NTLM outbound para a internet, captura esse tráfego com um host cloud e encaminha o tráfego de volta à infraestrutura red team, onde é proxeado para dentro do ambiente-alvo para um serviço que permita takeover de identidade ou computador.
A equipe SpecterOps executa a maioria de seus pentests via C2 (acesso ceded), o que remove acesso layer 2 e prejudica NTLM relaying tradicional. O post consolida trabalho prévio de Nick Powers (SMBTakeover), Elad Shamir (deep dive em NTLM relay) e Matt Creel (relaying sobre SOCKS), servindo como recurso público modernizado da técnica. Cobre setup, configuração e orientação defensiva.
Figura: Diagrama da kill chain de NTLM Relaying com exfiltração via egress, mostrando o fluxo de autenticação coerced para cloud e de volta ao ambiente-alvo.
Fontes:
Blue Team / Detecção
HelloNet: campanha APT usa o sistema de update do ViPNet para persistência
Por Kaspersky Threat Response
Campanha ativa desde ao menos maio/2026 mirando os setores governamental, de energia, transporte, educação, logística e indústria na Rússia. O vetor: DLL sideloading em C:\Program Files (x86)\InfoTeCS\VIPNet Update System\wtsapi32.dll, carregado pelo itcsrvup64.exe no boot. O loader (HelloInjector) itera processos procurando um svchost.exe com netsvcs na linha de comando, injeta via NtWriteVirtualMemory+NtCreateThreadEx e entrega os módulos: HelloProxy (proxy de tráfego e loader de novos payloads) e HelloBackdoor em Rust (manipulação de FS). Já cobertos por regras Kaspersky SIEM/KEDR/KATA.
Figura: Árvore de processos maliciosa mostrando cadeia de execução com cmd.exe e frontpage.exe, incluindo detalhes de evento com hashes de arquivo, IPs de C2 e indicadores de ataque (IoA) etc.
RedHook: malware Android agora usa Wireless ADB para shell
Por BleepingComputer
Nova versão do RedHook explora Wireless ADB via permissões de Accessibility para obter shell-level privileges sem rootar o dispositivo. Habilita controle remoto extensivo e persistência stealth, contornando controles baseados em detecção de root/superuser.
The LinkedIn scam that gets you hacked: análise de uma entrevista maliciosa
Por Fineas Silaghi / AISafe
Análise de golpe em que recrutador fictício no LinkedIn compartilha repositório GitHub privado com teste técnico React/Web3 aparentemente legítimo. O malware está escondido em código JavaScript ofuscado executado durante yarn start. Durante a execução, o malware decodifica strings, coleta credenciais de crypto wallets e envia dados para C2 via HTTPS. Engenheiro experiente foi comprometido antes de perceber o vetor. Writeup detalha o código malicioso, a cadeia de deobfuscação e os indicadores.
Fontes:
📦 Supply Chain
🚨 jscrambler comprometido no npm — Infostealer em Rust mira credenciais cloud, wallets e configs de AI tools
Por SecurityWeek / Socket
PRIORIDADE MÁXIMA. Em 11/07/2026, um atacante usou credenciais legítimas de publishing npm para empurrar versões maliciosas do pacote jscrambler (8.16, 8.17, 8.18, 8.20) com hook preinstall executando infostealer escrito em Rust para Windows, macOS e Linux. A primeira versão limpa é a 8.22. O incidente também afetou jscrambler-webpack-plugin 8.6.2, gulp-jscrambler 8.6.2, grunt-jscrambler 8.5.2 e jscrambler-metro-plugin 9.0.2. Dados do npm indicam 1.479 downloads das versões maliciosas antes da remoção.
Quando a versão maliciosa é instalada, o hook preinstall dispara o setup.js que carrega e executa um binário específico da plataforma via intro.js. O stealer visa: credenciais e secrets em máquinas de desenvolvedores e operadores cloud, wallets de criptomoeda e seed phrases, AI coding assistants e configurações de MCP server, aplicações de mensageria e colaboração, browsers, sessões Steam e OS keyrings. O malware também tenta elevar privilégios, alcança persistência, faz reconhecimento do host e exfiltra dados via TLS (rustls) para um drop server, além de construir requests a APIs cloud/orquestração usando credenciais roubadas.
AsyncAPI supply chain: PR malicioso via GitHub Actions pwn request → 5 pacotes npm envenenados
Por Wiz
Em 14/07/2026, um atacante abriu 37 PRs no repositório AsyncAPI generator, quase todos com páginas de doação de caridade falsas como camuflagem, e um explorando workflow GitHub Actions mal configurado (pull_request_target que fazia checkout do código do PR em vez do branch base, está virando rotina! 🙈) para roubar um PAT privilegiado. O potencial da vulnerabilidade havia sido identificado em abril por um contributor, com fix proposto em maio, ainda aberto e não mergeado quando o ataque aconteceu 58 dias depois.
Com o PAT roubado do asyncapi-bot, o atacante publicou 4 pacotes maliciosos (5 versões no total) sob o namespace @asyncapi (3M+ downloads/semana combinados). O payload multiestágio estabelece persistência e conecta a infraestrutura C2. O payload executa no import/require, não no install, e foi ocultado após ~1.000 bytes de whitespace em arquivos markdown. Não parece diretamente conectado ao comprometimento anterior Shai-Hulud 2.0.
Fontes:
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https://www.securityweek.com/multiple-jscrambler-packages-impacted-by-supply-chain-attack/
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https://www.wiz.io/blog/m-red-team-asyncapi-supply-chain-compromise-via-github-actions
🤖 AI e Segurança
Leak do System Prompt do GPT 5.6 Sol (Codex Desktop) — +42.000 palavras e tooling completo
Por elder_plinius
Elder_plinius publicou o system prompt completo do GPT 5.6 Sol rodando no Codex Desktop, mais de 42.000 palavras de instruções e a descrição completa do tooling disponível. O material é relevante para engenharia reversa de guardrails, mapeamento de ferramentas internas do stack OpenAI/Codex e desenvolvimento de bypasses direcionados. O leak expõe a arquitetura de controle, as restrições comportamentais e os mecanismos de tool-use implementados pela OpenAI nesta versão do modelo.
Bad epoll no Pixel 10: portando um UAF do kernel Linux para Android com um agente
Por guysrd
Sequência da série sobre o UAF do graph-walker do epoll: desta vez o autor pega o irmão do bug (variante __ep_remove — CVE-2026-46242, em que epi->ffd.file é usado sem epi_fget()) e delega a Claude o port de um PoC x86/arm64 para um Pixel 10 "frankel" (6.6.102-android15, kCFI enforcing, CONFIG_BUG_ON_DATA_CORRUPTION=y, init_on_free=1, SELinux enforcing, sem perf_event_open/add_key).
Cadeia final: KASLR defeat via linear map → cross-cache de filp para o buddy (mass-free vencendo RLIMIT_NOFILE=32768 ao segurar ~900k struct files em forks, sinal via /sys/kernel/slab/filp/slabs) → reclaim do struct file liberado com uma página mmap'd de dma-buf editável em user space → leitura arbitrária via ep_show_fdinfo com f_inode forjado → escrita arbitrária via f_op->poll = swaps_poll, disparada por poll do epoll sobrevivente (epitem dangling forçado na rdllist por um eventfd pré-armado), atrás de um read confirmado para não crashear em miss → zera cred, incrementa proc_poll_event para o SID de vold e escreve em task_security_struct.sid. ~30% de sucesso, deliberadamente flaky. Toda a portabilidade foi feita pelo agente.
Tenant Isolation em Ferramentas AI: 78 de 200+ Produtos Self-Hosted Vazam Entre Tenants
Por Sectum AI
Pesquisa sistemática da Sectum AI revisou o código-fonte de mais de 200 produtos multi-tenant de AI e SaaS self-hosted para uma classe específica de bug e confirmou exposição de dados cross-tenant em 78 deles: um tenant capaz de ler (e em alguns casos modificar ou deletar) dados de outro tenant. Isso totaliza 84 achados em 78 produtos, com 31 já registrados como GitHub Security Advisories.
O padrão se repete quase mecanicamente: os endpoints de escrita são corretamente definido por tenant, mas os endpoints de leitura vizinhos omitem a mesma verificação de autorização — o "un-retrofitted read sibling". Achados sob coordinated disclosure de 90 dias; a lista completa é publicada à medida que os fixes são publicados.
ExporTheft: 11 extensões de "AI Chat Exporter" enviam suas conversas ao servidor do dev
Por MalExt Sentry
Família de 11 extensões Chrome (Neo Cortex LLC), cada uma rebranded para uma plataforma (ChatGPT, Claude, Gemini, DeepSeek, Grok, Copilot, Perplexity etc), compartilhando uma única codebase e backends no padrão ai-chat-exporter-api-<suffix>792277256340.northamerica-south1.run.app. Nas versões testadas, o export default em PDF sobe a conversa inteira para o backend do dev em vez de gerar o arquivo localmente; os exports "locais" em texto enviam título e URL da página ao mesmo servidor. Cada request carrega um tracking ID persistente entre dispositivos. Nada disso é mostrado ao usuário no momento do export.
Fontes:
⚡ Quicklink
Samsung: 176 Vulnerabilidades em Apps Android Pré-Instalados
Por Oversecured
A Oversecured publicou um repositório documentando 176 vulnerabilidades encontradas em aplicativos Android pré-instalados da Samsung. O repositório no GitHub cataloga os achados, evidenciando a superfície de ataque significativa que apps de sistema representam em dispositivos do maior fabricante Android do mundo.
CFP da HackBahia aberto
Por Mano Cleriston e Mano Filipe (que deu a letra!rs)
O HackBahia é um evento da comunidade, para quem curte e respira hacking. Se você tem uma talk bacana, envie-a para o CFP, que vai até 31/07/2026.
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https://github.com/oversecured/Samsung_Vulnerabilities
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https://hackbahia.github.io/#cfp
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Nem sei o que dizer. Se você faz parte de um evento hacker da comunidade e quer divulgá-lo aqui sem custos, basta entrar em contato. :)
Curadoria:
The Old Pirate